quinta-feira, 2 de julho de 2009

E por isso eu ainda uso o IE

Eis o motivo que eu ainda uso o (famigerado) Internet Explorer:


Agora diga se seu Firefox/Opera/Chrome/Netscape faz isso! Duvido! Essa função super awesome é exclusiva do IE!

P.S.: Tenho um desafio/pedido para meus colegas cultivadores de ócio que escrevem nesse blog: evitar posts com vídeos de qualquer natureza por uma semana! Seja Youtube ou qualquer outro genérico desses que a gente encontra por aí, em homenagem aos nossos leitores que tem uma net ou um pc mais... antiquado (ou usufruem da função aqui mostrada do IE com uma frequência acima da desejada). É uma tortura abrir uma página com 3 ou mais vídeos embutidos.

P.P.S.: Links para páginas do Youtube com vídeos também não vale.

P.P.P.S.: Ah! Imagem retirada do Techdo.com.

Dica musical - Michael Jackson (Rock with you)

Putz, tem uma semana já da morte do Rei, nem acredito. Não sei vocês, leitores do Colher, mas eu continuo ouvindo as músicas do cara e vendo seus clipes como se ele ainda estivesse entre nós. O mito nunca vai morrer, inquestionável.

Bom... eu achei nada menos que apropriado deixar mais uma homenagem para ele por aqui; até porque sou fã e não deixa de ser boa música, mesmo para aqueles que não conheciam. É uma das minhas preferidas e pode ser encontrada no álbum "Off the Wall", o primeiro da carreira solo de Michael Jackson. Quem manja do idioma anglo-saxão vai entender o porquê escolhi essa música. Senhoras e senhores, aqui está mais um gostinho de música de qualidade no CdS:



Hoje não vai rolar palhaçada com link pra baixar os CDs do cara. Faça como eu e vá até uma loja comprar, porque vale a pena ter algo original dele.

Ex-naruteiro recuperado

Nossa GRANDISSÍSSIMA, intrépida, destemida e por vezes audaz amiga Sayonara me recomendou o texto abaixo. Poucos comentários engraçados eu tenho pra fazer, ele é auto-explicativo. Só tentem controlar suas risadas, por favor.

Isso é um depoimento real:

"Sempre fui apegado à Deus, ia aos cultos todos os dias, não perdia um encontro de jovens, estava sempre em sintonia com Ele, nosso Senhor Jesus Cristo. Chegava da escola na hora do almoço e ligava o meu televisor, sem saber que fazendo isso, deixava uma brecha para o demônio adentrar meu lar. Um simples desenho animado se tornou o meu maior tormento.

Começou por acaso, liguei no SBT e estava passando um desenho muito colorido, feito pra atrair os jovens e levianos. Em pouco tempo não só me viciei no anime mas também passei a baixar todos os episódios pela internet. Estes desenhos são feitos por japoneses não-cristãos. Lançam mais de 500 capítulos para prender as crianças na frente do televisor e ganhar suas almas. São conhecidos como fillers no meio.

Nesta época perdi o interesse em ir à Igreja e me envolvi com uma galera da pesada, os otakus. Meu vocabulário se resumia à palavras japonesas, como ‘kwai’, ‘tadaimas’ e outras idiotices. No início meu pai ficou feliz, pois achou que eu estava falando línguas (O dialeto do Espírito Santo). Ele só foi perceber que eu havia me distanciado no dia de um evento de anime, o AnimeGO.

Meus amigos me convidaram e disseram que tinha que fazer ‘cosplay’, se vestir como os personagens dos desenhos. Ia saindo vestido de Sasuke, e ao passar por meu pai, ele ficou perplexo. De início ele não entendeu, pensou que eu havia me tornado homossexual, mas não, havia me tornado uma coisa muito pior, um otaku.

“- O que significa isso meu filho? Você não vai sair com estas roupas de mulher, vai?”

Quando escutei isso senti raiva, e achei meu pai um ignorante, e até pensei em escrever seu nome na minha Death Note, contrariando o quinto mandamento. Saí de casa mesmo assim.

Ao chegar no evento nossa galera se deparou com uma turma rival, os caras do Bleach. Logo na entrada, talvez sob efeito de drogas, começaram as provocações. Ficamos calmos, mas quando disseram que Bleach era melhor que Naruto perdemos a cabeça e partimos pra cima deles. Pra nosso azar o Ichigo tinha um facão de verdade, uma zangetsu da tramontina muito bem amolada. Esse Ichigo, gritando Bankai, desferiu vários golpes em mim e nos meus colegas. O evento virou um banho de sangue, tive um corte no braço e meu amigo Olemário teve um dedo decepado.

A polícia foi acionada e os que estavam em condição sairam correndo, outros ficaram no chão, cheguei em casa todo cortado, meus pais ao verem aquilo choraram muito e oraram pra que o diabo saísse do meu corpo. Mas eu só queria mais e mais, comecei a baixar mais animes e a ler mangás, que são lidos de trás pra frente, simbolizando o retrocesso da alma.

Perdi totalmente os valores cristãos, até cogitei me mudar para o Japão. Passava horas na internet vendo pornografia japonesa, os hentai e jogando jogos de estupro, ‘Rapelay’.

Um dia saí de casa pra jogar Magic e fumar maconha com os amigos. Coloquei a minha bandana kunai na cabeça e fui pegar o ônibus para o cemitério municipal, onde organizavamos os rounds.

Cheguei lá e começamos a jogatina. Magic é como um truco do diabo, são usadas cartas com temáticas umbandistas, e símbolos pagãos. O Olemário jogou uma carta muito forte, cheia de mana. Aí tive que usar meu trunfo, o Scion of Darkness. Quando joguei a carta na tumba ela estremeceu, senti um vento frio que me gelou a espinha. Nós tinhamos evocado uma entidade de umbanda sem saber. Olhei pra trás e vi um sujeito de terno branco, camisa listrada, chapéu panamá social branco, sapato mocacin branco e cordão de ouro. Era ele mesmo, o Zé Pelintra.

Como eu era ligado em anime e magic, conhecia todos as entidades do umbanda de cor. Meus amigos não se assustaram, mas eu sim. Corri e pulei o muro do cemitério, cheguei em casa e acordei meu pai, contei tudo que sabia. Ele, um obreiro conceituado, orou muito por mim. Nesse dia aceitei Jesus novamente.

Meus dois amigos que estavam comigo no cemitério estão perdidos na vida, um se envolveu com o tráfico de drogas. E o outro pelo que soube ingressou num grupo de samba e faz uso extenso de cachaça.

Espero que este meu testemunho sirva de relato para todos aqueles que foram iludidos e seduzidos por estas obras do diabo."

HUAhauHAUhauHAUHUahuHAUAHUHUAHuahuHAU

Por sinal, agradecimentos aos nossos amigos do "Fim de Jogo...", que criaram o Jesus Seal of Approval. Eu PRECISAVA usar essa piada!

Vou largar aqui a fonte. E aguardem, porque tem mais de onde esse saiu! HUAHuhuaHUAHuahuHUHuahuauhAHU

Moonwalk parte 2

Porque só o Rei é o Rei:

Essa é outra xerox do Capitão.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Genial!

Sério. Esse cara é um gênio. Nunca ninguém pensou numa solução melhor.


Como visto em Capinaremos

Motive-se parte 3

Faz um tempinho que não posto esses posters aqui. Tô com um montão pra traduzir e outros pra criar, mas tenho que cultivar o ócio também, né? Se não conseguir ler alguma, clique para aumentar.




Trilha de contradições

"Viver é subir uma escada rolante pelo lado que desce." Já escrevi sobre essa frase. Sim, repito alguns temas, que são parte do meu repertório, pois todo escritor, todo pintor, tem seus temas recorrentes. No alto dessa escada nos seduzem novidades e nos angustia o excesso de ofertas. Para baixo nos convocam a futilidade, o desalento ou o esquecimento nas drogas. Na dura obrigação de ser "felizes", embora ninguém saiba o que isso significa, nossos enganos nos dirigem com mão firme numa trilha de contradições.

Apregoa-se a liberdade, mas somos escravos de mil deveres. Oferecem-nos múltiplos bens, mas queremos mais. Em toda esquina novas atrações, e continuamos insatisfeitos. Desejamos permanência, e nos empenhamos em destruir. Nós nos consideramos modernos, mas sufocamos debaixo dos preconceitos, pois esta nossa sociedade, que se diz libertária, é um corredor com janelinhas de cela onde aprisionamos corpo e alma. A gente se imagina moderno, mas veste a camisa de força da ignorância e da alienação, na obrigação do "ter de": ter de ser bonito, rico, famoso, animadíssimo, ter de aparecer – que canseira.

Como ficcionista, meu trabalho é inventar histórias; como colunista, é observar a realidade, ver o que fazemos e como somos. A maior parte de nós nasce e morre sem pensar em nenhuma das questões de que falei acima, ou sem jamais ouvir falar nelas. Questionar dá trabalho, é sem graça, e não adianta nada, pensamos. Tudo parece se resumir em nascer, trabalhar, arcar com dívidas financeiras e emocionais, lutar para se enquadrar em modelos absurdos que nos são impostos. Às vezes, pode-se produzir algo de positivo, como uma lavoura, uma família, uma refeição, um negócio honesto, uma cura, um bem para a comunidade, um gesto amigo.

Mas cadê tempo e disposição, se o tumulto bate à nossa porta, os desastres se acumulam – a crise e as crises, pouca trégua e nenhuma misericórdia. Angústias da nossa contraditória cultura: nunca cozinhar foi tão chique, nunca houve tantas delícias, mas comer é proibido, pois engorda ou aumenta o colesterol. Nunca se falou tanto em sexo, mas estamos desinteressados, exaustos demais, com medo de doenças. O jeito seria parar e refletir, reformular algumas coisas, deletar outras – criar novas, também. Mas, nessa corrida, parar para pensar é um luxo, um susto, uma excentricidade, quando devia ser coisa cotidiana como o café e o pão. Para alguns, a maioria talvez, refletir dá melancolia, ficar quieto é como estar doente, é incômodo, é chato: "Parar para pensar? Nem pensar! Se fizer isso eu desmorono". Para que questionar a desordem e os males todos, para que sair da rotina e querer descobrir um sentido para a vida, até mesmo curtir o belo e o bom, que talvez existam? Pois, se for ilusão, a gente perdeu um precioso tempo com essa bobajada, e aí o ônibus passou, o bar fechou, a festa acabou, a mulher fugiu, o marido se matou, o filho... nem falar.Então vamos ao nosso grande recurso: a bolsinha de medicamentos. A pílula para dormir e a outra para acordar, a pílula contra depressão (que nos tira a libido) e a outra para compensar isso (que nos rouba a naturalidade), e aquela que ninguém sabe para que serve, mas que todo mundo toma. Fingindo não estar nem aí, parecemos modernos e espertos, e queremos o máximo: que para alguns é enganar os outros; para estes, é grana e poder, beleza e prestígio; para aqueles, é delírio e esquecimento.

Para uns poucos, é realizar alguma coisa útil, ser honrado, apreciar a natureza, sentir o calor humano e partilhar afeto. Mas, em geral medicados, padronizados, desesperados, medíocres ou heroicos, amorosos ou perversos, nos achando o máximo ou nos sentindo um lixo, carregamos a mala da culpa e a mochila da ansiedade. Refletindo, veríamos que somos apenas humanos, e que nisso existe alguma grandeza. Mas, convencidos de que pensar dói e de que mudar é negativo, tateamos sozinhos no escuro, manada confusa subindo a escada rolante pelo lado errado.

Lya Luft é escritora e colunista da VEJA.

Fonte: Revista VEJA - Edição 2119 - 1º de Julho de 2009

Eu geralmente passo batido pelas colunas dessa mulher, eu sempre tenho a impressão que ela não fala coisa com coisa, não consigo entender nada do que ela escreve. Mas por algum motivo, me deu vontade de ler a coluna dessa semana e adorei o que vi. Talvez devêssemos refletir um pouco mais; em outras palavras (do meu ponto de vista desse texto) cultivar o ócio um pouco mais. E tenho dito.